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Nos anos 70, em plena Guerra Fria, com o intuito de compensar a superioridade numérica das forças blindadas do Pacto de Varsóvia estacionadas na Europa oriental, o Exército americano elaborou as especificações para um helicóptero avançado de ataque, que após mais de uma década de desenvolvimento, se materializou como AH-64 Apache.
O principal requisito era a capacidade de combater tanto de dia como de noite e em quaisquer condições meteorológicas. Projetado para suportar duros golpes, seus tripulantes e a transmissão estão protegidos por uma blindagem de material composto de boro, kevlar e aço. As pás do rotor, que montadas de forma assimétrica geram muito menos ruído, podem aguentar impactos repetidos de projéteis de 23 mm e o sistema de escapamento do motor reduz a temperatura dos gases, diminuindo a sua assinatura térmica. Está equipado com o TADS (Target Adquisition and Designation System), um sistema combinado de infravermelhos e câmaras de TV de baixa intensidade luminosa, que usado em conjunto com o de visão noturna do piloto, permite ao helicóptero voar e combater na escuridão.
O seu armamento compreende mísseis Hellfire e Stinger, foguetes de 70 mm e o potente e preciso canhão M230 Chain Gun, de 30 mm, com cadência de 750 tiros/minuto, capaz de perfurar facilmente uma blindagem leve. Este pode ser controlado pelo piloto através do IHADSS, visor que projeta imagem diretamente na pupila, permitindo apontar a arma para onde se está olhando. Apesar de seu alto custo de aquisição e manutenção, o AH-64 Apache provou na Guerra do Golfo, no Kosovo e recentemente no Afeganistão, ser o mais letal sistema anti-tanque atualmente em serviço.
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