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Quando lançados em 1975 os ”Spruance” foram vistos como um enorme gasto de dinheiro, estando apenas armados com mísseis Harpoon e torpedos anti-submarino. Os primeiros oito navios nem sequer estavam equipados com sistemas de lançamento de mísseis anti-aéreos “Sea-Sparrow” (que foram instalados apenas a partir do David R.Ray). Inicialmente tinham como objectivo clássico a caça de submarinos. Para isso estavam equipados com o poderoso sonar AN-SQS-53A/B, uma evolução do AN-SQS-26 e o Sistema de lançamento ASROC (8 células) Mk.16 anti-submarino.
Com o inicio da entrada ao serviço dos novos cruzadores e contra-torpedeiros AEGIS, foi necessário que os ”Spruance” fossem modernizados, nomeadamente no que respeitava aos sistemas de armamento. As primeiras modificações foram a inclusão do sistema de lançamento de mísseis anti-aéreos Mk-32 (para mísseis de curto alcance Sea Sparrow). A partir do DD-971 David R.Ray este sistema passou a ser incluído durante a construção.
A partir do DD-974 Comte de Grasse, passaram a ser instalados sistemas de lançamento para mísseis Tomahawk, e com capacidade para o lançamento dos ASROC. Inicialmente armado com um Sistema de lançamento óctuplo para mísseis “Sea Sparrow“ de defesa aérea nominal, ele recebeu o VLS (Vertical Launch System) Sistema de Lançamento Vertical Mk41 no final dos anos 1980, que substitui o antigo Sistema de lançamento ASROC (8 células) Mk.16, permitindo aos “Spruance” dispararem mísseis Tomahawk, ampliando o leque operacional do navio, possibilitando aos mesmos realizarem ataques terrestres. Durante a Operação “Tempestade no Deserto”, os “Spruance” dispararam 112 mísseis Tomahawk.
Todos os navios foram encomendados ao mesmo estaleiro, com o objectivo de reduzir ao mínimo os custos, mas mesmo assim houve várias acusações de favorecimento. O facto de os navios mostrarem quase nenhum armamento do exterior, levou a que a opinião pública mais uma vez criticasse o alto custo dos navios.
USS Spruance DD-963Na verdade os principais sistemas dos contra-torpedeiros Spruance estavam ocultos, tendo posteriormente sido modernizados e os sistemas de armas acrescentados A primeira operação do USS Spruance foi em Outubro de 1979 no Mar Mediterrâneo, com o Grupo de Batalha Saratoga, juntamente com outros navios como o Biddle, Conyngham, Milwaukee, e Mount Baker. Durante esta operação, o Spruance fez uma passagem pelo Mar Negro para a realização de vigilância sobre o novo porta-helicópteros “Moskva”, que navegaram a partir do local da sua construção para a Soviet Red Banner Northern Fleet.
O USS Spruance entrou sua primeira grande revisão em 1980, no Estaleiro Naval Norfolk. Durante um breve período no estaleiro em 1983, ele recebeu o CIWIS e o Sistema de Radares TAS Mk 23.
O Spruance foi mobilizado por um período de seis meses, em Janeiro de 1983 para o Golfo Pérsico onde durante mais de quatro meses e meio realizando observações em conjunto com a fragata USS Oliver Hazard Perry (FFG-7) durante a Guerra Irão-Iraque.
Dois helicópteros LAMPS SH-2F Seasprite eram usados para localizar e atacar contactos detectados pelo sonar de bordo de longo alcance. O Seasprite foi depois substituído pelo SH-60B Sea Hawk (LAMPS III).
O USS Spruance serviu a Frota do Atlântico, atribuído ao 'Destroyer Squadron 24' e que operam a partir de NS Mayport, Flórida, sendo retirado do serviço em 23 Março de 2005 e afundado como alvo para as aeronaves que lançaram mísseis anti-navio Harpoon em 8 de Dezembro de 2006.
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